A medicina tinha certeza de que úlcera era estresse e acidez. Barry Marshall discordava, não conseguia publicar, e resolveu virar a própria cobaia. Vinte e um anos depois, ganhou o Nobel.
O experimento mais citado da psicologia tem um objeto que praticamente não existiu. E a parte que sumiu dos livros é a que Pavlov considerava importante.
Por 50 anos o estudo foi ensinado como prova de que o ambiente transforma pessoas comuns em carrascos. As gravações do próprio arquivo de Zimbardo contam outra história.
A manchete do New York Times de 1964 criou o caso mais citado da psicologia social. Em 2016, o próprio jornal admitiu que a reportagem era falha — e uma vizinha correu para socorrer Kitty Genovese.
Walter Mischel deixou crianças de quatro anos sozinhas com um doce e descobriu que as que esperavam tinham notas melhores anos depois. Em 2018, uma amostra dez vezes maior mostrou que metade do efeito sumia — e o que sobrava tinha mais a ver com a casa da criança do que com a força de vontade dela.
O experimento do Pequeno Albert é o mais citado dos livros de psicologia — e quase tudo o que os livros contam sobre ele está errado. A leitura do relato original de Watson e Rayner mostra outro experimento, e a busca pela identidade do bebê virou uma briga acadêmica que ainda não acabou.
Hans resolvia raízes quadradas batendo o casco no chão. A comissão oficial de 1904 não achou fraude nenhuma — e estava certa. O truque era outro, e mudou a ciência para sempre.
Milhares de operárias pintaram mostradores de relógio com tinta radioativa nos anos 1920. O processo que elas moveram mudou o direito trabalhista americano.